Fundos de investimentos e CDI: como buscar retornos acima do benchmark?

Maza Invest • 18 de março de 2026

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é uma das principais referências de rentabilidade no mercado financeiro brasileiro. Ele serve como benchmark para avaliar o desempenho de diversas aplicações de renda fixa e fundos de investimentos. 

No entanto, existem fundos que podem buscar retornos superiores ao índice, mantendo uma estratégia de gestão ativa. Por esse motivo, compreender o papel dos diferentes tipos de fundos e seus riscos é fundamental para uma alocação consciente.

Quer entender como obter retornos com fundos de investimentos acima desse benchmark e qual é o papel da gestão profissional no processo? Continue a leitura!

Quais fundos de investimentos podem buscar retornos acima do CDI?

Por refletir aproximadamente o custo do dinheiro no curto prazo, o CDI funciona como um parâmetro de comparação. Conheça a seguir os principais fundos com potencial para superá-lo!

Fundos multimercado

Os Fundos Multimercado (FIM) estão entre os mais associados à busca por retornos superiores ao CDI. Isso ocorre porque eles podem investir em diferentes alternativas, como aquelas ligadas a:

  • juros;
  • câmbio;
  • inflação;
  • bolsa brasileira e estrangeira. 

Por outro lado, essa característica implica maior volatilidade e possibilidade de períodos de desempenho abaixo do benchmark. Em geral, os Fundos Multimercado são mais procurados por investidores com horizonte de médio a longo prazo e maior tolerância a oscilações no preço das cotas.

Fundos de Crédito Privado

Os Fundos de Crédito Privado podem superar o CDI ao assumir maior risco de crédito, investindo em títulos emitidos por empresas. O prêmio pago por esse risco tende a ser superior ao dos títulos públicos. Contudo, esses fundos exigem mais atenção à qualidade dos emissores, à diversificação da carteira e à liquidez dos ativos.

Especialmente em cenários de estresse econômico, o risco de crédito pode se materializar, impactando o desempenho no curto prazo. Assim, os Fundos de Crédito Privado em geral são mais buscados por investidores moderados e arrojados.

Fundos de Ações

Os Fundos de Ações (FIA) têm potencial de retorno superior ao CDI no longo prazo, mas apresentam maior volatilidade. Seu desempenho está ligado ao crescimento das empresas investidas e ao comportamento do mercado acionário.

Por esse motivo, os fundos do tipo são mais escolhidos por investidores com características como:

  • visão de longo prazo;
  • disciplina para atravessar ciclos econômicos;
  • capacidade de suportar maiores oscilações no capital investido.

Você pode se interessar: Renda fixa e variável: qual o papel de cada classe no seu portfólio? 

Fundos estruturados

Fundos estruturados também podem buscar retornos acima do CDI ao explorar ativos menos líquidos e estratégias específicas. São exemplos:

  • FIIs (Fundos Imobiliários);
  • Fundos de Private Equity;
  • Fundos de Investimentos Alternativos (como cripto e commodities).

Essas modalidades costumam exigir prazos mais longos e uma análise criteriosa dos riscos envolvidos e do cenário macroeconômico. Como resultado, a tendência é que sejam procuradas por investidores moderados e arrojados.

Qual é a importância da gestão profissional?

A gestão profissional desempenha um papel central ao combinar diferentes fundos alinhados aos objetivos e ao perfil do investidor. Na Maza Invest, por exemplo, atuamos na gestão desses recursos para investidores qualificados. 

Nosso foco é estruturar estratégias de alocação baseadas no risco, prazo e consistência de resultados. Esse olhar integrado nos possibilita buscar rendimentos acima do benchmark, sem perder de vista a preservação do capital e a sustentabilidade da estratégia ao longo do tempo.

Você aprendeu que é possível ter rendimentos acima do CDI com fundos de investimentos. Contudo, para obter resultados positivos na estratégia, é importante analisar fatores diversos. Assim, contar com uma gestora de recursos é essencial para buscar sucesso nessa jornada. 

Quer entender como uma estratégia profissional pode fazer sentido para o seu perfil de investidor? Entre em contato com o time de especialistas da Maza Invest e conheça nossas soluções!


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Olá! Como vai? Chegamos ao final de 2025 em um ambiente econômico que exige cautela, fator que orienta as estratégias de investimento para 2026. No Brasil, a Selic deve se manter em um patamar elevado, com uma política contracionista por período prolongado. O país apresenta uma tendência de desinflação, monitorada pelas autoridades monetárias com foco na estabilização da economia. A bolsa reage a esse contexto, com oscilações influenciadas pelos dados econômicos e pelas expectativas dos investidores. No ambiente internacional, o foco permanece nas tarifas de importação dos Estados Unidos e nos reflexos que elas geram para o cenário global. Para compreender o comportamento recente do mercado e avaliar como alinhar suas estratégias, acompanhe este boletim elaborado pela equipe da Maza Invest ! Cenário nacional Veja os destaques no Brasil até dezembro de 2025, segundo as análises da Maza Invest! Taxa Selic deve permanecer estável em 2026 Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2025, em 9 e 10 de dezembro, a Selic, a taxa básica de juros da economia, foi mantida a 15% a.a. (ao ano). A ata divulgada pelo Comitê indicou que a Selic não deve registrar cortes expressivos em 2026 , contrariando parte das expectativas do mercado. O texto indica uma prioridade para a redução da inflação, medida principalmente pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Na visão da Maza , a postura do Copom reflete a avaliação de que o processo de desinflação requer tempo para se consolidar de forma consistente. Existem também preocupações com o clima geopolítico, principalmente na América do Sul. As tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela podem gerar impactos indiretos sobre outros países da região. O Governo norte-americano anunciou medidas de restrição ao setor petrolífero venezuelano, o que influenciou a percepção de risco e os preços do petróleo no mercado internacional. Diante desse cenário, o que o Copom sinaliza é uma política contracionista por período bastante prolongado . O Boletim Focus de 12 de dezembro projetou a Selic em 12,13% a.a. em 2026 . Inflação mostra recuo Outro dado importante do cenário de dezembro, alinhado à política monetária, é o recuo da inflação. A meta definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o intervalo iniciado em janeiro de 2025 foi de 3% a.a., com tolerância de 1,5 p.p. (ponto percentual). O Boletim Focus indicou a expectativa de que o IPCA encerre 2025 com variação acumulada de 4,36% a.a . Para 2026, a projeção é que ele feche em 4,10% a.a. e, em 2027, o mercado projeta um patamar de 3,8% a.a . Bolsa brasileira reage a dados econômicos No mercado de capitais, a última semana completa de negociações de 2025 foi marcada por movimentos intensos, em resposta aos dados econômicos divulgados no período. O Ibovespa, principal índice da B3 — bolsa de valores brasileira —, registrou forte alta após a divulgação de dados que indicaram desaceleração da atividade econômica no país. Em 15 de dezembro, o índice encerrou o pregão acima dos 162 mil pontos, com valorização de 1,07%. O desempenho positivo se manteve ao longo de toda a sessão e permitiu que o indicador recuperasse cerca de metade das perdas acumuladas desde o início de dezembro. No entanto, o Ibovespa encerrou o dia seguinte abaixo dos 159 mil pontos, mostrando volatilidade diante das perspectivas da economia após a divulgação da ata do Copom. Cenário internacional No contexto internacional, os investidores seguem cautelosos diante dos dados recentes do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Em novembro, o emprego mostrou recuperação acima do esperado no setor privado, com criação líquida de vagas. O resultado vem após uma queda expressiva em outubro, fortemente influenciada por cortes no emprego público. Ainda assim, a taxa de desemprego avançou para 4,6% , o maior nível em mais de quatro anos, em um contexto de revisão metodológica na coleta de dados. O quadro segue ambíguo: enquanto parte dos indicadores aponta resiliência do mercado de trabalho, outros sinalizam desaceleração, especialmente no setor público. Esse cenário é reforçado pelo impacto das tarifas de importação sobre preços e consumo, além da estagnação das vendas no varejo em outubro. A leitura predominante é de incerteza, que se estende para o início de 2026 e segue influenciando o apetite ao risco, inclusive para ativos ligados ao Brasil. Principais indicadores Além de acompanhar os principais acontecimentos, é importante observar os indicadores econômicos, que reúnem informações capazes de auxiliar na tomada de decisão. Confira os dados consolidados no período de 1º a 28 de novembro: